Desde o início da década de 1990 que começou a haver testemunhos de
baratas a afastarem-se de açúcar, meia dúzia de anos depois de surgirem
as armadilhas venenosas que estão revestidas de açúcar. Agora, uma
equipa liderada por Coby Schal, do Centro de Biologia do Comportamento
da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi
tentar compreender as mudanças fisiológicas que estavam a surgir em
populações da “Blatella germânica”. Esta espécie, mais conhecida por
barata-germânica, mede entre 1,3 e 1,6 centímetros e está espalhada
pelas casas de todo o mundo.
O fenómeno é global. Das 19 populações que os cientistas analisaram, em
sete havia baratas que não gostavam de açúcar. Apesar de estas crescerem
mais lentamente e de se arriscarem a ingerir comida desconhecida e
potencialmente perigosa, o certo é que se adaptaram a um mundo com
armadilhas de açúcar.
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